Pesquisei no Google
“histórias de amor”, só encontrei bobagens e coisas desnecessárias. Procurava
por algo interessante, que desse para contar para gerações. Apenas achei o que
não se devia achar. Amor é uma palavra enfeitada demais. É algo puro
transformado em pó. Com o exagero e afobamento da sociedade em relação a essa
criatura figurada, nos deixamos acreditar que o amor é qualquer coisa. Qualquer
um diz “eu te amo”. Que palavra sem sentido é essa, amor.
A maioria dos verbetes
[se é que pode-se assim chamá-los] faziam referências a propagandas de
produtos. Perfumes, chocolates, refrigerantes... O amor pareceu só mais um
produto a venda na grande loja da internet. Por diferentes preços, em
promoções, a vista ou em parcelas. O amor vem embalado em uma caixinha cor de
rosa com laçarote vermelho.
Percebi uma boa
recepção dos clientes para esse produto. Acho que vende. Basta preparar uma boa
campanha comercial. Trilha sonora? Pelo visto acho que Thinking Out Loud seria uma boa ideia. My heart will go on nunca sai de moda. Lulu Santos? Renato Russo? Chico
Buarque? Nunca dispense os clássicos. E o comercial? Quem sabe se mostrar a
felicidade de pessoas e dizer que isso é amor? Deve ser uma boa estratégia.
Quem sabe com uma dose certa de polêmica, minha marca pode se espalhar pela
internet e eu vendo o meu produto como banana. Estarei assim espalhando amor em
caixas coloridas levando em destaque o nome do meu produto. Isso sim é amor!
Eis que então, no meio
de tanta podridão capitalista que o Google me apresenta, vejo uma simples frase
que muda tudo. Que faz tudo ficar diferente. “Amor não se entende e nem se
representa.” Fui dormir com a plena consciência de que eu não entendia o que
aquilo significava, um dia, quem sabe, alguém me explique. Quero tirar minhas
próprias conclusões.


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