quarta-feira, 17 de junho de 2015

Reconhecer?


  Para estudar uma palavra que expressa uma ação é sempre bom defini-la antes para depois desconstruí-la. Por isso, reconhecimento, segundo o dicionário, é explicado como agradecimento, gratidão, ou o ato de reconhecer, definido por identificar, admitir como certo, perfilhar, confessar, aceitar, observar ou avaliar o estado ou situação, declarar, confessar.
  Com isso, empregamos reconhecimento em nossas vidas, por exemplo, quando até depois da morte uma pessoa recebe reconhecimento, é lembrada. Fato esse explorado no livro “A culpa é das estrelas”. Mas para que ser reconhecido de tal forma? Se é para fazer como as poéticas estrelas que mesmo depois da morte expõem seus brilhos para nós durante certa quantidade de tempo. Ou se é para ter o nome lembrado a custa de algo, ou do que tenha contribuído para vidas. Já que vidas são sempre nosso parâmetro de medida. Ou o feito ser reconhecido, não essencialmente nós. Nenhuma das três ou das outras muitas formas de reconhecimento que devem existir e não foram citadas, estão erradas. Contudo, a finalidade de casa uma é um tanto questionável em suas particularidades. Para que ser reconhecido depois da morte? Ou por que ter o nome vinculado a ações sendo pronunciadas por bocas desconhecidas, munidas de pensamentos diferentes e desconhecidos?

  Talvez o bom seja guardar para algo ou para alguém o brilho que cada um de nós emite, não somos como as estrelas que não podem escolher para onde irão seus brilhos. Podemos controlá-los e deixá-los ir apenas quando eles estiverem gritando muito, pedindo para sair e transformar algo em alguma parte de vida.   



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