Para estudar uma
palavra que expressa uma ação é sempre bom defini-la antes para
depois desconstruí-la. Por isso, reconhecimento, segundo o
dicionário, é explicado como agradecimento, gratidão, ou o ato de
reconhecer, definido por identificar, admitir como certo, perfilhar,
confessar, aceitar, observar ou avaliar o estado ou situação,
declarar, confessar.
Com isso,
empregamos reconhecimento em nossas vidas, por exemplo, quando até
depois da morte uma pessoa recebe reconhecimento, é lembrada. Fato
esse explorado no livro “A culpa é das estrelas”. Mas para que
ser reconhecido de tal forma? Se é para fazer como as poéticas
estrelas que mesmo depois da morte expõem seus brilhos para nós
durante certa quantidade de tempo. Ou se é para ter o nome lembrado
a custa de algo, ou do que tenha contribuído para vidas. Já que
vidas são sempre nosso parâmetro de medida. Ou o feito ser
reconhecido, não essencialmente nós. Nenhuma das três ou das
outras muitas formas de reconhecimento que devem existir e não foram
citadas, estão erradas. Contudo, a finalidade de casa uma é um
tanto questionável em suas particularidades. Para que ser
reconhecido depois da morte? Ou por que ter o nome vinculado a ações
sendo pronunciadas por bocas desconhecidas, munidas de pensamentos
diferentes e desconhecidos?
Talvez o bom seja
guardar para algo ou para alguém o brilho que cada um de nós emite,
não somos como as estrelas que não podem escolher para onde irão
seus brilhos. Podemos controlá-los e deixá-los ir apenas quando
eles estiverem gritando muito, pedindo para sair e transformar algo
em alguma parte de vida.

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