quarta-feira, 24 de junho de 2015

Sobre a vitória dos não vitoriosos



  Ganhar! Ganhar! Quem não quer ganhar na vida? Em que sentido? Todos. A perda é deprimente, triste e carrega um tom um tanto sombrio de continuar perdendo. Mas por que ganhar sempre? As vezes, é bom perder. Perder não significa necessariamente a perda de algo, pois tudo na vida tem um lado positivo e um negativo, a perda seria apenas um peso excedente do lado negativo da balança em relação a alguma situação. Mas o que significa a balança pesar para certo lado? Como saber se o negativo é realmente negativo e o positivo, positivo mesmo? Se trocássemos de lugar e observássemos a balança pelo outro lado veríamos que a balança estaria pesando para o lado que corresponderia ao positivo. Isso seria a atribuição de valor dada a cada lado da balança. Contudo, é preciso um sujeito para nomear um objeto, assim como para nomear o sujeito. Se o sujeito for eu, posso atribuir o valor que quiser ao lado, se for outro alguém, outro valor. Se eu quiser dizer que os dois lados correspondem ao ponto positivo, ambos seriam positivos. Claro, é ridículo afirmar isso logo após ter afirmado que, no universo, para tudo existem os dois lados opostos da moeda. Porém, atribuir um valor a balança é um modo como eu encararia a balança, independente do que ela fosse. O que realmente importa é como vejo a situação, pois, se ela acontece comigo, independente de quem esteja envolvido e independente do que falem, eu quem decido o que desejarei ver/acreditar. Uma prova disso é que tenho mãos para cobrir meus olhos, ou para cegá-los, e não precisar olhar para tal situação. Saindo um pouco do figurado seria, mais ou menos, como não se permitir afetar-se por algo que faça mal ou apenas cometer suicídio, pois nada mais é que cegar-se para um mundo para descobrir outro novo.


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