quarta-feira, 13 de maio de 2015

Amor, limite e estrelas cadentes

Sim, eu me lembro de como a minha vida era. Você fez dela uma realidade muito melhor. Quando eu te conheci, você me provou que eu estava errado, que havia sim espaço para a felicidade no meu coração. Eu já tinha desistido. Então você iluminou tudo outra vez. Eu aprendi que o céu é muito mais do que um teto que recobre nossas cabeças. Você me mostrou que não há limite para o quanto a gente possa ser feliz. Você me levou às alturas. E eu subi. Subi. Subi.

Lá em cima, tudo parecia bem pequeno. A mera sensação de estar do seu lado já era suficiente para me manter lá. Não precisava de ar, de comida ou mesmo da gravidade, eu queria voar para sempre do seu lado. Lá de cima, a violência não parece tão destrutiva. Nada parece destruir. Eu só queria viver mais e voar mais.

E então você se fez um meteoro. Um objeto impulsivo e irregular. Que ora é bomba de destruição, ora é uma estrela cadente no céu. Eu só queria ver a sua felicidade consolidada. Ver você desfilando por entre os planetas e incendiando de alegria cada vez mais. Mas você me empurrou.

Eu despenquei lá de cima. Caí da altura das estrelas. Eu iria ultrapassar a estratosfera, a atmosfera e todas as outras feras. Se você tivesse me ensinado que o mais alto que eu poderia chegar era em cima de uma cadeira, eu cairia de pé quando você me empurrasse. Mas eu deixei você me ensinar que não há altura limite para a nossa felicidade. De nada me importa, se você estiver feliz.

Não me incomodo de descer desenfreado, se você ostentar sempre esse seu sorriso. Devo carbonizar em plena queda, sem me importar com o meu bem estar. E se porventura eu afundar de cara no asfalto, não me importa quantas pessoas vão morrer junto comigo. O que importa é apenas que você sobreviva lá no alto. E quando eu já não for nada além de cinzas e destruição, quero ver você no céu como uma estrela cadente e fazer um pedido, que você seja sempre feliz.


Você me ensinou que não há limite para o quanto podemos subir. Agora, eu lhe pergunto, que limite existe para quando formos cair?


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