Hoje parei em
frente ao espelho e observei. O que observei? Eu mesma, claro. E o
que vi foi intrigante. Não me vi, eu, pessoa, havia apenas um ser
inanimado me observando. Ele tinha meus olhos, minha boca, meu cabelo,
meu nariz. Tinha tudo que me pertencia mas não era eu. Talvez tenha
me roubado de mim e projetado no espelho. O que era aquilo, eu? O que
fazia nesse mundo? O que seria esse mundo? Uma ilusão da realidade e
a realidade da ilusão. Palavras, pessoas, teorias, contas, objetos,
seres, árvores, universo, tudo, tudo. O que era? Nada e tudo ao
mesmo tempo, acredito. Isso tudo pode não existir e existe sendo
tudo o que conhecemos. Posso olhar pra um ponto e não ver o ponto.
Ou ver e meio segundo depois não vê-lo. A mutação do que está em
nossa volta se dá na não existência real da mesma. E esse não
existir existindo nos destrói sempre e aos poucos, por estarmos
mexendo com o que não é, acreditando ser.

Em breve, o que não é! Hahaha, desculpe, não pude me aguentar, ótimo texto haha
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