quarta-feira, 4 de março de 2015
Coisas da vida
Ele foi arrastado até aqui, sem saber o que acontecia, os homens de preto o pegaram e o estão levando para um lugar estranho, desconhecido, escuro. Uma gota de suor cai do rosto de um dos homens e molha suas vestes, o cheiro provavelmente ficará forte e ruim, estão todos suados, porém, agora, pouco importa. O cachorro está sedado e não por muito tempo. Tudo tem que acontecer na hora certa, como o previsto e calculado, para que seja relevante e chame atenção.
O próximo quarteirão não está longe e é o destino final, com um pouco mais de esforço chegam todos lá, na hora. O relógio dá o primeiro apito de três, para que eles estejam atentos ao tempo. O homem do relógio olha para os parceiros e todos acenam, entenderam. O cachorro se mexe um pouco, contudo, não o suficiente para chamar atenção.
Ao longe uma luz começa a iluminar os prédios, o sol já estava subindo e eles já estão quase lá. Sobem as escadas principais do prédio, passam pelo hall, apertam o botão para que o elevador chegue ao andar em que estão, entram. Chegam ao último andar, entram na escada, sobem o último lance para que cheguem ao topo do prédio. Tacam o cachorro no chão, ajeitam os materiais. A câmera está ligada. O cachorro começa a dar sinais de vida. Depois de muito esforço abre a boca para dar um latido, talvez de socorro e é silenciado por uma faca que passa por seu pescoço, ajeito minha visão e vejo a cabeça de um homem ao chão.
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