quarta-feira, 11 de março de 2015

A corda da reciprocidade

  
  A regra é básica "trate o próximo como deseja ser tratado", mas segui-la é que é o x da questão. Trabalhar para receber, ajudar para ser ajudado, ser amigo para ter amizade. Tudo tão simples e básico. Contudo, estamos passando por um momento de lixa na corda. E, com o tempo, a mesma tende a partir em duas.

  O brasileiro não é tão preguiçoso quanto dizem as piadinhas, nem mesmo pobre, visto de outros lugares do mundo. Li ultimamente que no fim das contas, o brasileiro é rico, pois aqui é um dos países que mais se paga impostos. A ideia realmente faz sentido e somada a frase de um conhecido " adoro pagar as minhas contas, significa que tenho dinheiro", dá um panorama básico da realidade da população do Brasil.

  Neste momento, contudo, o problema se agravou. E afundando uma população afunda-se, aos poucos o país. Existem coisas que ainda falta entender, que não é o rico que segura o país, e sim o pobre trabalhador. É ele que faz a caixa registrar, o dinheiro entrar no banco, o dinheiro ir embora com a conta do cartão de crédito. O valor de um país está na preocupação que o mesmo tem com si. A importância para com o próximo é cegada com aquela famosa notinha de papel. A falta de consideração, o desprezo, o descaso, são os melhores sentimentos que aqueles que nos governam tem para nós. Amor verdadeiro é pelas cédulas. As células e a morte delas são de pequena importância. Clichê.


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