Há tempos dorme a solitária borboleta
Em seu leito de paz
Berço de algodão
Como as nuvens
Que por vezes
Ousa passar
E livre
Acorrenta sentidos
Prende a alma em casulos
Como aquele que a abriga
Durante o relaxante inverno
Aconchega o afago
Afoga as mágoas para longe
Que um dia
Com a sinuosa borboleta
Voltarão
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