Daria tudo por um lápis e um caderno nesse momento, não por eu ser necessitado nem nada, apenas não os tenho comigo nesta hora. Quem disse que os escritores modernos conseguem se resolver com um mero celular ou um super computador? Não, escritor é bicho do século passado que mexe com palavras do presente e idéias do futuro, ou que talvez nem existirão mesmo. É uma criatura incomparável aos outros da espécie, cada bicho desse tem seu próprio jeito de escrever, se é parecido com outro, é porque não é escritor, é copião mesmo. E quantos outros desses existem no mundo, é só abrir uma rede social, entrar num shopping, ou mesmo ir ao salão. É tanta gente igual que dá nervoso, aqueles cabelos arrepiados parecem um tipo de passarinho lá do mato, e aqueles peitos grandes e iguais, tanajuras invertidas, e aqueles óculos gigantes, abelhas, na certa. As vezes me sinto perdido, por só me ver e não a mais ninguém, pois em momentos parecem ser todos panos pretos ambulantes, e eu lá sozinho procurando meus amigos, então aparecem os cadernos, e lápis, e canetas, agora decidem aparecer. Escritor, escritor, existe ser mais incompreensível? e olha que o estranho tenta explicar. Sem condições, têm parafusos a menos, ou e mais. Contudo, independente do que estão fazendo, tentem deixar o mundo mais humanamente humano e menos humanamente igual, pois nós tentamos. Obrigado.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Estranhos
Daria tudo por um lápis e um caderno nesse momento, não por eu ser necessitado nem nada, apenas não os tenho comigo nesta hora. Quem disse que os escritores modernos conseguem se resolver com um mero celular ou um super computador? Não, escritor é bicho do século passado que mexe com palavras do presente e idéias do futuro, ou que talvez nem existirão mesmo. É uma criatura incomparável aos outros da espécie, cada bicho desse tem seu próprio jeito de escrever, se é parecido com outro, é porque não é escritor, é copião mesmo. E quantos outros desses existem no mundo, é só abrir uma rede social, entrar num shopping, ou mesmo ir ao salão. É tanta gente igual que dá nervoso, aqueles cabelos arrepiados parecem um tipo de passarinho lá do mato, e aqueles peitos grandes e iguais, tanajuras invertidas, e aqueles óculos gigantes, abelhas, na certa. As vezes me sinto perdido, por só me ver e não a mais ninguém, pois em momentos parecem ser todos panos pretos ambulantes, e eu lá sozinho procurando meus amigos, então aparecem os cadernos, e lápis, e canetas, agora decidem aparecer. Escritor, escritor, existe ser mais incompreensível? e olha que o estranho tenta explicar. Sem condições, têm parafusos a menos, ou e mais. Contudo, independente do que estão fazendo, tentem deixar o mundo mais humanamente humano e menos humanamente igual, pois nós tentamos. Obrigado.
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